novembro 23, 2005

Cronologia II

J. M. LEAL DA SILVA
(EDIT.)

CRONOLOGIA CUF / QUIMIGAL – II

CRONOLOGIA DA C.U.F., S.A.R.L.
DESDE O CENTENÁRIO
À CRIAÇÃO DA QUIMIGAL, E.P.
(1965 -1977)

SEGUNDO TEXTO DE 1993
(REORDENADO)

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A UTILIDADE DE RECORDAR A “CRONOLOGIA DO CENTENÁRIO” PARA CONSULTA PELOS ESTUDIOSOS DA C.U.F. LEVOU A ELABORAR, EM 1993, UMA “CRONOLOGIA GLOBAL DA CUF DA SUA FUNDAÇÃO ATÉ À CONSTITUIÇÃO DA QUIMIGAL”, QUE INCLUÍA, NUMA PERSPECTIVA DE “OBRA PERMANENTEMENTE ABERTA”, NÃO APENAS OS ANOS COBERTOS POR AQUELA (1865 – 1965), RETOMANDO-A, MAS IGUALMENTE OS ANOS QUE CORRESPONDIAM AO PERÍODO IMEDIATAMENTE SUCESSIVO, OU SEJA, À EVOLUÇÃO DA C.U.F. DE 1966 ATÉ AO “APAGAMENTO JURÍDICO” COMO PESSOA COLECTIVA, OPERADO EM 1997 PELA CRIAÇÃO DA QUIMIGAL – QUÍMICA DE PORTUGAL, E.P..
A REALIZAÇÃO DESSE TRABALHO FUNDAMENTOU-SE ESSENCIALMENTE NOS RELATÓRIOS E CONTAS DA EMPRESA, RAZOAVELMENTE DESENVOLVIDOS, E EM ALGUMAS NOTAS ADREDE RECOLHIDAS NOUTRAS FONTES.
SIMULTANEAMENTE, SOLICITOU-SE À ENGª. NATÉRCIA DIAS A ELABORAÇÃO DE CRONOLOGIAS PARALELAS PARA O “AMONÍACO PORTUGUÊS, S.A.R.L.” E PARA OS “NITRATOS DE PORTUGAL, S.A.R.L.”, SOCIEDADES TAMBÉM EXTINTAS POR FUSÃO NA QUIMIGAL,E.P.. ESSES TEXTOS, AINDA INÉDITOS, NÃO FORAM EDITADOS SOB FORMA ACTUALIZADA, ESPERANDO-SE A SUA RECUPERAÇÃO E EDIÇÃO LOGO QUE LOCALIZADOS.
O PRESENTE DOCUMENTO REPRODUZ ESSENCIALMENTE, E A MENOS DE PEQUENAS REORDENAÇÕES, O ESTADO DA INFORMAÇÃO NA EDIÇÃO DE 1993. DE FORMA IDÊNTICA À USADA NA “CRONOLOGIA DO CENTENÁRIO” PROCUROU DAR-SE-LHE A SISTEMÁTICA SUBJACENTE ÁQUELA, E QUE ERA A SEGUINTE: ASSUNTOS GERAIS RELEVANTES / PRODUTOS QUÍMICOS PARA A INDÚSTRIA (INCLUINDO ÁCIDO SULFÚRICO E ACTIVIDADES MINEIRAS DIRIGIDAS À PIRITE) / METAIS NÃO FERROSOS (INCLUINDO CINZAS DE PIRITE) / ADUBOS (INCLUINDO U.F.A.) / PESTICIDAS / ÓLEOS E SABÕES / DETERGENTES / ALIMENTAÇÃO HUMANA E ANIMAL / ACTIVIDADE TÊXTIL / METALOMECÂNICA E ESTALEIRO / BANCA / CELULOSES, TINTAS, OUTRAS ACTIVIDADES INDUSTRIAIS / INVESTIGAÇÃO E ENGENHARIA / ORGANIZAÇÃO / INFRAESTRUTURAS TÉCNICAS / RECURSOS HUMANOS E ACTIVIDADES SOCIAIS. ADMITE-SE LOGICAMENTE A POSSIBILIDADE DE A CONSIDERAR AINDA COMO “TRABALHO ABERTO”, TRAZENDO-LHE A CONTRIBUIÇÃO, AINDA POUCO EXPLORADA, DAS ACTAS DE REUNIÕES E DOS BOLETINS DE INFORMAÇÃO EDITADOS QUER PELA EMPRESA, QUER, POSTERIORMENTE, PELAS O.R.T.’S (ORGANIZAÇÕES REPRESENTATIVAS DOS TRABALHADORES). ESSES COMPLEMENTOS SÃO, CERTAMENTE, UM TRABALHO A PROSSEGUIR EM BREVE, DENTRO DA EDIÇÃO DA “CRONOLOGIA GLOBAL”, ATRÁS REFERIDA.
FINALMENTE, DIR-SE-Á QUE EXISTEM DOIS COMPLEMENTOS PREVISTOS PARA DAR SEGUIMENTO A ESTA “CRONOLOGIA GLOBAL”: UM SERÁ A “CRONOLOGIA DA QUIMIGAL DESDE A QUIMIGAL E.P. (1977) À QUIMIGAL,S.A. (1991)”, OUTRO A “CRONOLOGIA DA QUIMIGAL DESDE A QUIMIGAL,S.A. (1991) À SUA REPRIVATIZAÇÃO E À CONSTITUIÇÃO DA C.U.F. – SGPS, S.A. (1997 / 1998)”. QUALQUER DESSES TEXTOS ESTÁ JÁ EM FASE ADIANTADA DE ELABORAÇÃO, AINDA QUE NUMA PRIMEIRA VERSÃO, TAMBÉM “ABERTA” E INCOMPLETA COMO ALIÁS É A DO PRESENTE TEXTO.

J. M. LEAL DA SILVA
LAVRADIO, JULHO DE 2002


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VERSÃO 1 (Jul.2002)

1965
Celebração do "Centenário da CUF".
  • Aumento do capital social da CUF para 1 milhão e 200 mil contos, por incorporação de reservas.
  • Construção de nova fábrica de ácido sulfúrico por contacto ("Contacto 5", ustulando pirites e com capacidade de 500 t/dia de H2S04).
  • Remodelação total da fábrica de ácido clorídrico e sulfato de sódio.
  • Arranque de uma unidade produtora do pesticida "Zinebe" (etileno-bis-ditiocarbamato de zinco).
  • Instalação para formulação e embalagem de pesticidas.
  • Nova remodelação da fábrica de óleos alimentares.
  • Nova unidade de produção de sumos e néctares da Compal, em Almeirim.
  • Remodelação das instalações da instalações da Induve, em Luanda (Angola).
  • Modernização e ampliação da tinturaria textil.
  • Ampliação do fabrico de feltro de juta.
  • Participação da CUF, em associação com o grupo sueco Billerud e outras entidades nacionais, na constituição da Celbi Celulose Beira Industrial, empresa que tem como objecto a produção de celulose solúvel para exportação.
  • Nova remodelação das instalações portuárias do Barreiro (ponte-cais nº 2, permitindo navios até 15.000 tdw).
  • Inicia-se, através da “Norma”, a instrução programada aplicada à Indústria.
    1966
  • Falecimento de D. Manuel de Mello; sucede-lhe, como Presidente do Conselho de Administração da CUF, seu filho, Dr. Jorge de Mello.
  • São lançados empréstimos obrigacionistas para consolidação de financiamentos internacionais contraídos para cobertura do recente esforço de investimento.
  • "Arranque" da unidade produtora de ácido sulfúrico "Contacto 5".
  • A CUF participa na constituição da Sociedade Mineira de Santiago, que se destina à prospecção, pesquisa e exploração de pirites e outros minérios sul furados no Alentejo.
  • Entra em serviço a unidade produtora de tapeçarias de Ansião (investimento que fica completo em 1967).
  • É inaugurado, no Barreiro, um bairro de 204 fogos construído pela Federação das Caixas de Previdência e Habitações Económicas, em terreno cedido pela CUF.
    1967
  • Prossegue o plano de emissão de empréstimos obrigacionistas (no mercado nacional e internacional).
  • Anuncia-se a preparação de novo plano de investimentos "como necessidade imperiosa de renovação industrial".
  • Inicia produção a 3ª unidade de fabrico contínuo de sabão.
  • Refere-se o esforço de planeamento a médio e longo prazo, a avaliação económica dos vários sectores da Companhia, o esforço desenvolvido em vista à produção de informações e "a formação intensiva de gestores a que se está procedendo com a preciosa colaboração de entidade estrangeira de renome internacional".
    1968 + 1969
  • Falecimento do Eng. Eduardo Cândido Bravo Madail, primeiro director português das fábricas do Barreiro [faleceu aos 24 de Fevereiro de 1968; esta precisão e a correcção do ano de falecimento - anterior e erradamente indicado como 1967 - foram introduzidas em Janeiro de 2006].
  • Prossegue o programa de consolidação financeira.
  • Prossegue o estudo do novo plano de investimentos.
  • Prossegue o processo de reorganização interna e de avaliação de actividades.
    1970
  • Apresentação e discussão com entidades financeiras do novo plano de investimentos.
  • Arranca, no Barreiro, um forno mecânico para produção de ácido clorídrico e sulfatos alcalinos.
  • É ampliada a fábrica de sulfureto de carbono de Vila Nova de Gaia.
  • Os resultados da prospecção de pirites pela Sociedade Mineira de Santiago, na área de Aljustrel, "excedem as perspectivas iniciais"; a atenção dada aos potenciais desenvolvimentos mineiros leva a considerar que a zona industrial do Barreiro "pela sua localização e infra-estruturas torna-se particularmente indicada para aí se poderem desenvolver importantes complexos ligados à pirite e à indústria química pesada".
  • Entra em funcionamento, no Barreiro, o 5º forno da instalação de tratamento de cinzas de pirite.
  • No campo têxtil, entram em funcionamento as instalações de tapeçaria "tuft", uma nova tecelagem Sulzer, novas linhas de feltro, nova extrusão e tecelagem de ráfia de polipropileno; são, por outro lado, encerradas instalações não rentáveis, como a de cordoaria de sisal e de tapeçarias tubulares.
  • Em associação com um importante grupo brasileiro de supermercados, a CUF participa no capital da SUPA Companhia Portuguesa de Supermercados; encerra a despensa das Fontainhas (Lisboa).
  • São elaborados importantes estudos no contexto do despacho governamental sobre "Refinaria e Petroquímica em Portugal Metropolitano".
  • Ficam concluídos os trabalhos básicos de análise sobre a organização empresarial, "com o concurso de uma das mais conhecidas firmas mundiais da especialidade" (McKinsey).
    1971
  • Comemorações do 1º Centenário do Nascimento de Alfredo da Silva (Junho – Outubro), culminando com sessão solene e inauguração de novas instalações a 30 de Outubro, no Barreiro.
  • Entra em funcionamento, no Barreiro, uma nova unidade produtora de ácido clorídrico, com fornos mecânicos tipo Manheim, produzindo ácido clorídrico (33 500 t/ano) e sulfato de sódio (24 000 t/ano).
  • Entra em funcionamento, no Barreiro, uma instalação fabril produtora de sulfato de alumínio (6 000 t/ano).
  • Entra em funcionamento, no Barreiro; uma instalação fabril produtora de fosfato dicálcico (25 000 t/ano).
  • Em associação com a Imic, é criada a Interacid, empresa sediada na Suíça e especializada no comércio internacional de ácido sulfúrico, para reforço da posição da CUF nesse mercado.
  • Prosseguem os trabalhos de prospecção e pesquisa empreendidos, no Alentejo, pela Sociedade Mineira de Santiago.
  • A Siderurgia Nacional reduz drasticamente e interrompe o abastecimento do alto-forno do Seixal com cinzas de pirite purificadas ("purple-ore"), determinando excedentes e afectando todo o esquema integrado da "linha de transformação da pirite" no Barreiro .
  • Entra em funcionamento, no Barreiro, uma nova unidade produtora de adubos compostos granulados (225 000 t/ano).
  • A CUF concorre, com a SONAP, à nova refinaria e complexo petroquímico a instalar a sul do Tejo (Sines), constituindo a Petrosul.
    1972
  • Arranca a unidade produtora de ácido sulfúrico "Contacto 6", no Barreiro, com a capacidade de 625 t/dia H2S04 (228.000 t/ano), primeira unidade portuguesa com ustulação de pirites em fornos de turbulência (processo BASF -2 etapes) e com "catálise dupla".
  • A Sociedade Mineira de Santiago prossegue os seus trabalhos para completa definição da "importante jazida de pirites detectada" (Gavião) e acompanha ensaios no estrangeiro, visando o tratamento de pirites complexas.
  • A Sociedade Mineira de Santiago estabelece com dois grupos franceses (Peñarroya e BRGM) uma associação para prospecção e pesquisa de minérios numa zona a sul de Aljustrel [do que resultará, mais tarde, a descoberta de Neves-Corvo).
  • Não são ultrapassadas as dificuldades de colocação de cinzas de pirite purificadas na S.N., colocação que se considera "essencial para assegurar o necessário e desejado aproveitamento das pirites nacionais".
  • Face à conjuntura do negócio de superfosfatos, a assembleia geral da CIP -Companhia Industrial Portuguesa delibera a desactivação e desmantelamento das instalações de ácido sulfúrico e superfosfatos da Póvoa de Santa Iria.
  • Lançamento de estudos para um plano de investimentos em Angola, através da Comfabril, que inclui a produção de adubos simples e compostos (este plano não viria a ser concretizado).
  • Procede-se à reconversão das actividades têxteis industriais de fibras naturais para fibras sintéticas, quer na CUF quer nas suas associadas dentro do sector.
  • Completam-se os estudos para a produção de fibras acrílicas no Barreiro e procede-se à selecção do licenciador de processo, Mitsubishi Rayon.
  • No sector metalomecânico: criação da Mompor -Companhia Portuguesa de Montagens Industriais e cedência da posição na Feruni -Sociedade de Fundição, S.A.R.L. (a partir de 1972).
  • Participações na Petrosul e na CNP -Companhia Nacional de Petroquímica já estruturadas e "lançadas" nos investimentos em Sines.
  • Desenvolve-se a actividade comercial da Lusofane.
  • A CUF toma posição na Jomar - Cabos Eléctricos e Telefónicos, S.A.R.L. , posteriormente Cabelte.
    1973
  • No Barreiro, uma situação grave ligada a emissões anormais de gases pela fábrica de ácido sulfúrico "Contacto 5" determina a antecipação da grande reparação dessa unidade, com introdução de novos equipamentos de secagem e a montagem de um “lavador” anti-poluição para gases finais; nestas duas instalações foram aplicadas, com sucesso, novas concepções recém desenvolvidas pela firma alemã Lurgi, com base em sistemas “venturi”.
  • É requerida a instalação de uma unidade de ácido sulfúrico 1250 t/dia "dentro da política de oportuna substituição ou ampliação das fábricas de ácido sulfúrico do complexo do Barreiro" (não concretizada com essa capacidade), sem prejuízo do projecto de Sines.
  • Estuda-se o reforço de produção de sulfatos alcalinos.
  • Estuda-se o reforço da produção de sulfato de alumínio.
  • É concluída a avaliação das reservas na jazida descoberta pela Sociedade Mineira de Santiago na área de Aljustrel (Gavião); são concluídos estudos aprofundados, realizados no estrangeiro, sobre a melhor forma de valorizar a pirite complexa dessa jazida.
  • Concluem-se as negociações iniciadas em 1969 com os accionistas maioritários de Minas de Aljustrel, S.A. ; em consequência desse acordo constitui-se a sociedade Pirites Alentejanas, S.A. , com participações do Estado Português (45%), da CUF (45%) e dos interesses belgas (10%).
  • Em colaboração com a Sociedade Mineira de Santiago, estudam-se jazidas viáveis de sal gema e é formalizada a candidatura com a Uniteca para a prospecção e pesquisa do diapiro do Pinhal Novo.
  • Iniciam-se as operações de arranque da nova unidade para recuperação de óxido de zinco das lexívias residuais do tratamento de cinzas de pirite (processo Piritas Espafiolas).
  • Inicia-se o estudo de produção de peletes de óxido de ferro (procurando resolver o problema da colocação das cinzas de pirite purificadas e obtendo o tratamento integrado das pirites).
  • Realiza-se o estudo da recuperação de cobalto e cádmio das lixívias residuais do tratamento de cinzas de pirites.
  • Arranca a nova central de ensacamento, armazenagem e expedição de adubos.
  • Arranca a remodelação da fábrica de ácido fosfórico (purificação de efluentes).
  • Arrancam diversas alterações nas unidades de granulação de adubos.
  • Estuda-se a produção de fluoreto de alumínio.
  • Integrado nos planos desenvolvimento do Sector Químico, é estudado e proposto pela CUF para Sines um complexo químico adubeiro, com produção de 1000 t/dia de ácido sulfúrico, ácido fosfórico (300 t/dia P205) e. fosfato monoamõnico (600 t/dia), a que se juntam os pedidos da União Fabril do Azoto para a mesma localização "com o fim de substituir as fábricas que tem no Lavradio, já subdimensionadas e no termo da sua vida útil" (projecto não concretizado).
  • É solicitada pela Comfabril a montagem de um complexo adubeiro em Angola (não concretizado).
  • Estuda-se a produção de pesticidas semi-granulados.
  • A Fisipe, "joint-venture" constituída com o Grupo Mitsubishi, inicia a comercialização de fibras acrílicas, em lançamento pré produção.
  • As actividades de construção metalomecânica são deslocadas para a associada Equimetal, estabelecida para o efeito.
  • A optimização das condições energéticas locais, leva a CPE Companhia Portuguesa de Electricidade a decidir a montagem no Barreiro de uma central mista (energia eléctrica e vapor), em articulação com os consumos CUF e Fisipe.
  • Prossegue o estudo para a instalação da indústria petroquímica, através da CNP, em que a CUF participa.
  • É constituída no Brasil a Intercuf, visando a expansão de exportações da CUF; a Intercuf fica dotada de um terminal de ácido sulfúrico no porto de Santos.
  • Concluem-se no Brasil as negociações com o Grupo Ypiranga, com tomada de posições accionistas em actividades adubeiras naquele País.
  • Em associação com a "cadeia" francesa Jacques Borel, é constituída a Gertal.
  • É modificado o logotipo da CUF
    1974
  • É autorizada pelo Governo a montagem no Barreiro de uma nova unidade produtora de ácido sulfúrico, para 718 t/dia, utilisando inicialmente enxofre.
  • lnicia-se a construção de um novo forno mecânico para a produção de ácido clorídrico e sulfatos alcalinos.
  • Embora tenha havido uma retoma a ritmo sensivelmente reduzido [e efémera] dos fornecimentos de cinzas de pirite purificadas à Siderurgia Nacional (Seixal), encara-se a solução do problema latente através da realização de uma unidade de peletização.
  • Registam-se problemas de arranque, "por pioneirismo", na unidade de recuperação de óxido de zinco a partir das lixívias residuais do tratamento de cinzas de pirite [posteriormente, esta unidade será abandonada].
  • Desenvolvem-se as acções para integração na CUF da UFA - União Fabril do Azoto.
  • lnicia-se a produção, no Lavradio, de nitrato de amónio poroso.
  • É autorizada a realização de aumentos de capacidades de produção de adubos no Lavradio.
  • É autorizada a criação de um complexo adubeiro em Sines, ainda que envolvendo outras empresas.
  • Realizam-se diversos investimentos nas actividades de "texteis industriais" e de "texteis para o lar".
  • Desenvolve-se, no Barreiro, um programa anti-poluição.
  • O Estado concretiza medidas quanto aos sectores de refinação de petróleos e de petroquímica, em que se estabelece uma reestruturação com maioria estatal.
    1975
  • Nacionalização da CUF, com eficácia a 12 de Agosto, precedida pelas nacionalizações da Banca e Seguros, do sector mineiro e outras, com nacionalizações "indirectas" consequentes, produzindo a desarticulação da estrutura de Grupo.
  • Conclusão e apresentação ao Governo dos estudos e do plano de investimentos para 1976 / 1981.
  • Os estudos e o plano de investimentos para 1976 / 81 incluem uma instalação para a produção de 718 t diárias de ácido sulfúrico ("Contacto 7"), inicialmente a partir de enxofre.
  • Os estudos e o plano de investimentos para 1976 / 81 incluem uma nova fábrica de sulfato de alumínio (14 000 toneladas anuais).
  • Os estudos e o plano de investimentos para 1976 / 81 incluem uma instalação de purificação e peletização das cinzas de pirite "actualmente sem qualquer utilização".
  • Os estudos e o plano de investimentos para 1976 / 81 incluem a remodelação e ampliação da metalurgia do cobre para 5 300 t/ano.
  • Arranque da nova unidade de ácido fosfórico e de investimentos anti-poluição nas granulações 2, 3 e 4.
  • Os estudos e o plano de investimentos para 1976 / 81 incluem novas fábricas para amoníaco, ureia e adubos nitro amoniacais.
  • Previsão, em estudo, da localização no Norte de uma nova unidade de fabrico de rações (não concretizada).
  • Estudo das linhas de actividades para-químicas, no sentido de reconversão progressiva da divisão de texteis industriais, e de Química fina.
    1976
  • O Relatório da Comissão Administrativa assinala a nocividade, para a vida da Empresa, da permanência em situações de gestão provisória e da demora quanto a decisões governamentais.
  • É expressa preocupação quanto à transferência de acções do património CUF para entidades estatais.
  • Formulação pelo Governo das primeiras autorizações referentes ao Plano de Investimentos 1976 / 1961, mantendo-se por decidir o relativo ao "Projecto Adubos Azotados".
  • É entregue ao Governo o "Relatório Final da Comissão do Sector Adubeiro", surgindo dois cenários principais quanto à articulação das empresas nacionalizadas do sector (a integração "tout-court" ou "modelo Agroquímica", que virá a prevalecer com pequenas modificações como “Quimigal”, vs/ o prosseguimento sob uma "holding" comum ou "modelo Quimpor").
  • Denúncia do acordo societário na Interacid, por parte do associado suíço.
  • Inauguração das instalações produtoras de fibras acrílicas da Fisipe, no Lavradio.
  • Criação de uma Direcção de Novas Instalações, para prosseguir a realização física dos investimentos aprovados no Plano de Investimentos 1976 / 1961.
  • Previsão e início da realização de infra estruturas essenciais ao Plano de Investimentos 1976 / 1961.
  • Situação de litígio quanto à participação na empresa brasileira Isacuf.
    1977
  • Começa a construção duma instalação para a produção de 716 toneladas/dia de ácido sulfúrico no Barreiro (“Contacto 7”), iniciando a sua laboração a partir de enxofre elementar mas com possibilidade de posterior adaptação a gases provenientes da ustulação de pirites (adaptação não realizada).
  • Estuda-se a produção de oleum sulfúrico (que vinha a ser produzido no Contacto 5, desde o encerramento do Contacto 1) por instalação de um absorvedor tipo “Venturi” no "Contacto 7" [mas, embora aumentando a produção, mantendo inalterada a concentração produzida: 104,5 % H2SO4].
  • É concluída a nova unidade de produção de sulfato de alumínio.
  • Inicia-se a construção de uma instalação de produção de 342 000 toneladas de peletes de minério de ferro a partir de cinzas de pirite (unidade "Kowa-Seiko").
  • O Governo aprova a realização de uma instalação produtora de zinco metálico por recuperação do zinco contido nas lexívias residuais das instalações de tratamento e de peletização de cinzas de pirite.
  • Inicia-se a realização física da ampliação e remodelação da metalurgia de cobre para 5 300 t/ano.
  • Conclui-se a adaptação a sacos válvulas das centrais de ensacamento de adubos.
  • O Governo aprova o Projecto Adubos Azotados, visando a instalação no Lavradio de uma unidade produtora de amoníaco para 600 t/dia e a ampliação da unidade produtora de ureia; mas ainda sem concretizar a aprovação da unidade produtora de ácido nítrico igualmente solicitada.
  • São concluídas as seguintes instalações:
  • remodelação da extracção de óleos, em Alferrarede;
  • nova neutralização na fábrica de óleos do Barreiro;
  • nova instalação de saponificação contínua.
  • É concluída a nova unidade de fabrico de rações, no Barreiro.
  • A Fisipe inicia a sua produção normal, atingindo a sua capacidade nominal de produção.
  • Arranca, em Ansião, o primeiro tear "double-face"; é também concluída, em Ansião, a construção de novos edifícios para armazenagem.
  • Para aproveitamento do vapor produzido na nova unidade de ácido sulfúrico "Contacto 7" é aprovada a realização de uma central térmica na plataforma industrial do Barreiro.
  • Realizam-se estudos detalhados para os seguintes projectos:
  • produção de fibras de vidro;
  • produção de polióis;
  • produção de resinas de poliéster insaturadas;
  • É criada a Intercuf em Nova Iorque, dentro de uma política de estabelecimento de pontos de apoio de comercialização nos estrangeiro.
  • É concretizado o apoio técnico e de gestão às empresas localizadas em Angola (Comfabril, Induve e empresas satélites) e Moçambique (C.T.Pungué, Cicomo e Socaju).
  • Pelo Decreto-Lei nº 530/77, de 30 de Dezembro, a CUF é fundida com as sociedades também nacionalizadas Amoníaco Português e Nitratos de Portugal, criando a Quimigal Química de Portugal, E.P.